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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Também acho!! (css)

Erra quem insiste em rotular a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) como sendo a mera reedição da extinta CPMF. A CSS terá alíquota bem menor, de apenas 0,1% sobre cada movimentação financeira, contra os 0,38% cobrados no tempo da CPMF, e somente os que têm renda superior a R$ 3.080,00 serão taxados. Isso garante isenção para a maior parte da população brasileira, inclusive aposentados e pensionistas. Justamente os que mais precisam recorrer aos serviços do SUS, destino exclusivo dos recursos que serão arrecadados. Essa é outra grande diferença entre a CSS e a CPMF. Em seu texto, o deputado Pepe Vargas (PT-RS), relator do Projeto de Lei 306/08, que regulamenta a emenda 29, deixa claro que os recursos serão destinados apenas à saúde pública. Ao todo, serão arrecadados mais R$ 10 bilhões para o SUS. Todos os estados sairão ganhando. A previsão é que o Rio de Janeiro, por exemplo, receba mais R$ 803 milhões. Se a maior parte dos brasileiros não vai pagar a CSS, e ela vai garantir mais recursos para saúde, por que, então, a oposição se uniu a grandes grupos de empresários na luta contra sua aprovação? A resposta é simples. A CSS, como a CPMF, é uma forma rápida e simples de monitorar as grandes movimentações financeiras e evitar a sonegação. Isso não agrada nem um pouco à velha elite. A mesma que veio a público lutar para derrubar a CPMF tendo como argumento o peso da carga tributária nos preços. Eles conseguiram o que queriam, mas ninguém tem notícia de um único produto ou serviço que tenha ficado mais barato com o fim do tributo. A CSS garante recursos para a saúde, põe um freio na sonegação e só é paga pelos mais ricos. É um tributo justo.Deputado federal Luiz Sérgio


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